sexta-feira, 22 de junho de 2012



PROJETO
1. TEMA
         Dosvox, um ambiente digital de apoio para deficientes visuais
2. AUTORAS
         Cidna Façanha Barros Costa e Raimunda Nunes de Almeida
3. INSTITUIÇÃO
         C.E.I.M.de Portadores de Necessidades Especiais Maria Luiza Pereira
4.  JUSTIFICATIVA
Atualmente, a informática tem desempenhado papel fundamental na sociedade, permitindo um melhor acesso à informação e uma melhor qualidade de vida, não sendo diferente para as pessoas com deficiência visual, pois utilizando os programas adequados, facilitam sua acessibilidade, os ambientes informatizados são valiosas ferramentas no processo ensino-aprendizagem, sobretudo para a inclusão digital de pessoas com necessidades especiais. Este projeto tem como objetivo o estudo do software Dosvox como ferramenta que contribuam para o desenvolvimento cognitivo e sócio-afetivo de deficientes visuais, o reconhecimento e a identificação de especificidades do público alvo, assim como, definir os requisitos e viabilidades, de um ambiente que faça uso de recursos da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) em prol deste público. Deste modo, esse ambiente digital complementará à inclusão e acessibilidade de deficientes visuais.
Neste projeto, será feita a apresentação o Sistema Operacional DOSVOX, um conjunto desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com a finalidade de auxiliar os deficientes visuais no uso do computador, o DOSVOX conta com Editor de Texto, Leitor de Textos, Agendas, Calculadora vocal, Jogos, Acesso a Internet, entre outros recursos.
5.  OBJETIVOS
5.1 GERAL
Demonstrar como o recurso tecnológico Dosvox, pode contribuir para a inclusão de pessoas com deficiência visual na sociedade da informação. Quebrando o estereótipo de pessoas estigmatizada.
5.2 ESPECÍFICO
Capacitar os deficientes visuais para que possam tornar-se pessoas informadas com uso do Software Dosvox, inserindo-os no meio social e digital.
 Apresentar dados históricos e fatos relativos à deficiência visual.
 Apresentar descrição de alguns recursos tecnológicos existentes que possibilitam às pessoas com deficiência visual o acesso à informação.
Utilizar o software DOSVOX, como estratégia facilitadora para o trabalho com Pessoa Deficientes Visuais, ensinando-os a utilizar o computador para digitação de seus textos, desenvolvimento de seus trabalhos, uso da Internet, entre outras funções.
6.  REFERENCIAL TEÓRICO
6.1 UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE A TRAJETÓRIA DA EDUCAÇÃO DE DEFICIENTES VISUAIS NO BRASIL
O Brasil está entre as nações que tiveram, ao longo de sua história, preocupação com as pessoas com deficiência em geral e esboçam as primeiras ações assistenciais e educacionais.  No que concerne ao deficiente visual, só nos dois últimos séculos é que começaram a ter oportunidade de acesso à educação formal, sendo a França o primeiro país a concretizar essa oportunidade, com a fundação do Real Instituto dos Jovens Cegos de Paris, segundo LEMOS (1995).
Desde então, a história da educação do cego se divide, no Brasil, em três fases: a primeira foi de 1854 a 1928; a segunda fase foi de 1929 a 1945 e a terceira fase foi de 1946 a 1960.
Primeira fase (1854-1928) - A mais longa de todas, foi à fase de desbravamento dos caminhos da educação de cegos no Brasil. A primeira instituição criada com o objetivo de educar pessoas acometidas pela cegueira foi o “Imperial Instituto dos Meninos Cegos” em 1854 no Rio de Janeiro atualmente denominado Instituto Benjamin Constant. Pelo Decreto n.º 1428, baixado por D. Pedro II, eclodem diversas instituições, todas especializadas, a maioria de iniciativa privada; com exceção de uma estadual, o “Instituto São Rafael” fundado em 1926 na cidade de Belo Horizonte, estado de Minas Gerais. E, por último, em São Paulo, a criação do primeiro colégio religioso destinado a cegos o “Instituto de Cegos Padre Chico” fundado em 1929.
Na primeira década do século XX começaram a surgir organizações de cegos, de caráter privado, com função basicamente assistencial, embora algumas incluíssem em seus estatutos atividades educativas.
Segunda fase (1929-1945) - Chamada de fase de “expansão de atendimento educacional decorrente de iniciativas privadas”, por se caracterizar pela continuidade do trabalho educativo, pela adesão de pessoas cegas recém saídas das instituições, “desejosas de criar em seus estados de origem, estabelecimentos similares, oferecendo oportunidades de educação” (LEMOS, 1995). Assim, seguindo o modelo de educação para cegos utilizado no Instituto Benjamin Constant surgem instituições: no Estado da Bahia, o Instituto de Cegos da Bahia (ICB), na cidade de Salvador, fundado em 1933; no Estado do Ceará a Sociedade de Assistência aos Cegos (SAC), em Fortaleza, fundada em 1942; no Estado da Paraíba o Instituto dos Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha, na cidade de João Pessoa, fundado em 1944.
Terceira fase (1946-1960) - Essa fase, denominada de “valorização da educação dos cegos e ampliação de oportunidades, em todos os níveis de ensino” é considerada por Lemos como a mais importante de todas, pelos avanços legais, metodológicos, administrativos e sociais da educação do cego no Brasil. Em 1946, foi criada a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, com o objetivo de imprimir livros escritos em Braille. Masini (1994) considera a instituição um passo importante para a descentralização da educação especializada. Hoje, conhecida por Fundação Dorina Nowill para Cegos, foi “pioneira na iniciativa privada na produção de livros didáticos e literários e de revistas escritas em Braille e também, pioneira na prestação de serviços técnicos especializados na área de educação e reabilitação de cegos” (LEMOS,1995 p.09).
A partir de 1950, teve início o ensino integrado em escolas comuns, com a implantação da primeira classe Braille do estado de São Paulo, no curso primário. Posteriormente, admitiu-se matrícula do aluno cego no segundo ciclo do curso secundário, seguida da permissão oficial do Conselho Federal de Educação para o ingresso de alunos cegos em Faculdades de Filosofia no ano de 1953. Foi nessa fase da educação dos cegos, que foram introduzidos novos recursos, procedimentos e técnicas, tais como o uso da bengala longa, que possibilitou ao cego maior independência para se locomover. Com esta independência logo veio outra conquista: O direito de votar e ser votado, conseguido não sem muita luta, na cidade do Rio de Janeiro.
Outro acontecimento de destaque foi, em 1953, a visita de Hellen Keller ao Brasil que, com seu testemunho de reabilitação, motivou empresários da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) a apoiarem o projeto de treinamento e preparação de profissionais cegos para o mercado de trabalho. Nesta fase, segundo os autores pesquisados, houve continuidade da valorização iniciada na fase anterior, do atendimento educacional aos cegos e expansão deste atendimento a todo o território nacional, pela Campanha Nacional de Educação de Cegos (CNEC).
Desde a década de 70 foram desenvolvidos diversos equipamentos para serem conectados aos computadores de grande porte, dando condições para que a pessoa com deficiência visual conseguisse operá-los. Encontra-se hoje no mercado de trabalho dezenas de pessoas com deficiência visual que trabalham como telefonistas, escritores, analistas de sistemas, programadores, e outros, auxiliados por tais equipamentos.
Atualmente o computador se faz presente nos diversos segmentos da vida do homem moderno. Além disso, a redução dos preços dos componentes eletrônicos tornou o computador, um equipamento acessível. Hoje, a maioria das pessoas pode adquirir um microcomputador, mesmo usado, por um preço razoável. Sendo que estão disponíveis nos computadores recursos de áudio e vídeo, numa tecnologia conhecida como multimídia.
Para a pessoa com deficiência visual a presença desta tecnologia de baixo custo é a chave para sua utilização. Através do uso de recursos sonoros, por exemplo, um cego pode utilizar facilmente o computador, pois a maior parte de sua interação com o mundo é feita através destes meios (audição e fala). Ainda temos recursos de ampliação das telas do computador, que torna acessível e também confortável o uso do mesmo, por pessoas com baixa visão.
6.2 A TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO DO ALUNO DEFICIENTE VISUAL
São inúmeros os benefícios que Novas Tecnologias da Informação e Comunicação trouxeram ao nosso dia-a-dia. No que tange ao seu uso na educação, pode-se afirmar que os seus recursos estimulam os estudantes a desenvolverem habilidades intelectuais além de contribuir para que alguns mostrem mais interesse. O computador, enquanto instrumento auxiliar as atividades de ensino desencadeia uma série de questões à medida que possibilita o resgate de variáveis importantes ao remodelamento da própria educação, principalmente, no que diz respeito ao repensar o papel do professor no processo de ensino-aprendizagem
O enorme avanço na área da informática tem proporcionado recursos valiosos para o do portador de deficiência visual, possibilitando mais uma ferramenta de acesso à informação e de apoio no desenvolvimento de atividades educacionais, culturais e sociais.
Para o deficiente visual, a existência desta tecnologia de baixo custo é a chave para sua utilização. Através do uso de recursos sonoros, por exemplo, um cego pode utilizar facilmente o computador, pois a maior parte de sua interação com o mundo é feita através destes meios (audição e fala). Há softwares que, com um sintetizador de voz, fazem a leitura do que aparece escrito na tela do microcomputador. No Brasil, temos alguns programas com essa tecnologia, como, por exemplo, o Dosvox, desenvolvido, Jaws e o Virtual Vision.
Segundo Borges (2002) o exemplo mais famoso no Brasil desses sistemas é o Sistema Dosvox, de baixíssimo custo comercial, utilizado em todo Brasil. O sistema realiza a comunicação com o deficiente visual através de síntese de voz em Português, podendo ser configurada para outros idiomas. Ele é compatível com a maior parte dos sintetizadores de voz existentes.
O Dosvox mantém um diálogo muito simples com o usuário, através de um conjunto de opções, facilitando muito o aprendizado e favorecendo a independência e autonomia.
6.3 ALGUNS RECURSOS DO DOSVOX
6.3.1 Teste de Teclado
O Teste de Teclado é uma ferramenta de suma importância, principalmente para a pessoa com deficiência visual, iniciante no uso de microcomputadores. O objetivo principal do Teste de Teclado é que o usuário poderá fazer um reconhecimento da posição das teclas alfanuméricas e teclas com funções especiais, tornando a aprendizagem dos demais aplicativos do sistema facilitada.
Para ativar o Teste de Teclado pressiona-se a tecla T, em resposta à mensagem inicial "DOSVOX - o que você deseja?".
Após o Teste de Teclado estar ativado, a cada tecla pressionada o sistema emite o som correspondente seja letra, número, símbolos, teclas de navegação ou teclas de controle. Pressionando-se a tecla ESC o teste terminará, e soará novamente a pergunta inicial "DOSVOX - O que você deseja?".
6.3.2 Editor de textos - Edivox
O objetivo do EDIVOX é possibilitar à pessoa com deficiência visual o contato imediato com um editor de textos, onde poderá produzir textos com recursos de edição e formatação.
Para iniciar o EDIVOX pressiona-se a tecla E em resposta à mensagem inicial "DOSVOX - O que você deseja?". O sistema responderá:
"EDIVOX - Qual o nome do arquivo?". Neste instante deve-se digitar o nome desejado seguido de ponto e da extensão “.txt”. Após ter dado o nome para o arquivo, pressione a tecla ENTER.
O programa soará a mensagem: "arquivo novo", caso o arquivo seja novo; Ou "arquivo carregado", caso o arquivo esteja sendo reeditado.
O editor agora está pronto para ser usado. A digitação é idêntica a uma máquina de escrever convencional. Cada tecla é ecoada pela placa de som. Ao fim de cada linha, soará um bip para indicar o final da linha. Ao mesmo tempo em que a digitação é realizada, aparece também na tela do computador o texto, para que um eventual observador que não seja deficiente visual possa também acompanhar o trabalho.
Um texto digitado é composto de uma série de caracteres (letras, números, símbolos, e outros). A grande vantagem de um editor de textos é possibilitar a alteração destes caracteres como: inserir novos caracteres, criar novas linhas, apagar linhas indesejadas.
O ponto de inserção onde são inseridos os caracteres é chamado de cursor. O cursor, à medida que se vai digitando, vai deslocando-se para a direita.  Para movimentar o cursor pelo texto usa-se as teclas: SETA PARA A ESQUERDA - move o cursor um caractere para a esquerda. Ao chegar no primeiro caractere da linha, soa um bip. O caractere sobre o qual o cursor passou é falado. SETA PARA A DIREITA - move o cursor um caractere para a direita. Ao chegar no último caractere da linha, soa um bip. O caractere sobre o qual o cursor passou é falado. SETA PARA CIMA - move o cursor uma linha para cima. Ao chegar na primeira linha do texto, soa a mensagem “início do texto”. SETA PARA BAIXO - move o cursor uma linha para baixo. Ao chegar na última linha do texto, soa a mensagem “fim do texto”. HOME - posiciona o cursor na coluna 1 da linha onde se encontra o cursor. END - posiciona o cursor no último caractere da linha onde se encontra o cursor. ENTER - move o cursor uma linha para baixo. Se já estava na última linha insere uma nova linha após esta. PAGE UP - posiciona o cursor 15 linhas a cima. PAGE DOWN - posiciona o cursor 15 linhas abaixo.
Para remover caracteres indesejáveis usa-se BACKSPACE - para remover o caractere à esquerda do cursor, e DELETE – para remover o caractere à direita do cursor. A linha em que o cursor está pode ser completamente removida do texto pressionando CTRL Y. Ao soltar a tecla CTRL soará a mensagem "linha removida". Para recuperar a linha que foi removida, pressione CTRL U que a linha será inserida onde estiver o cursor.
A substituição automática de caracteres pode ser feita com o procedimento descrito a seguir: pressionando a tecla F6 será perguntado “Qual o texto?“; Digite o texto que vai ser alterado e tecle ENTER. Em seguida será pedido: “Informe o novo texto“; Digite agora o novo texto e tecle ENTER. Será perguntado: “Todo o Texto (T) ou Bloco (B)?”; Escolha a opção e tecle ENTER. Será pronunciado: “Texto trocado“. Existem outros comandos interessantes para remover caracteres como: CTRL BACKSPACE - apaga a palavra onde se encontra o cursor; CTRL D - apaga desde a posição do cursor até o final da linha; CTRL S - apaga do início da linha até a posição do cursor.
Para ler um texto palavra a palavra basta dar toques na tecla F1 e o EDIVOX irá pronunciando as palavras. Quando terminar a linha soará um bip. Uma outra opção de leitura é o comando CTRL F1, neste caso, o EDIVOX falará a linha inteira do texto, a partir do ponto em que o cursor está.  Caso queira interromper a fala pressione qualquer tecla. Para ler o texto, do ponto em que se encontra o cursor até o final, pressione ALT F1.
Pressionando a tecla F4 será acionada ou desligada a soletragem durante a digitação, possibilitando agilizar a digitação. As falas dos comandos continuarão ativas. O comando CTRL F4 é usado para trocar a velocidade da fala.
Ao pressionar CTRL ENTER, a linha atual será puxada para baixo abrindo espaço para uma nova linha. Para inserir uma nova linha abaixo desta, basta teclar ENTER e em seguida CTRL ENTER.
Quando o número de linhas a inserir for muito grande, pode-se usar  opcionalmente a tecla INS.  Ela aciona um modo de trabalho chamado "auto inserção de linhas com ENTER".  Neste modo de trabalho, quando se aperta ENTER, uma nova linha é automaticamente criada abaixo desta.
É possível também quebrar uma linha em duas. Para isso, move-se o cursor para a posição desejada e pressiona-se CTRL Q. O cursor vai para a coluna 1 da linha seguinte.
O EDIVOX mantém controle de duas margens. Normalmente a esquerda é a coluna 1 e a direita é a coluna 72.
A seleção de novas margens pode ser feita teclando F10.  Neste caso soará a mensagem: "Informe a margem esquerda". Digite a coluna desejada para a margem esquerda e depois pressione ENTER. "Informe a margem direita:" Digite a coluna desejada para a margem direita e depois pressione ENTER. Soará neste momento a mensagem “Margens acionadas”.
Os comandos de bloco permitem mover, copiar, embelezar, classificar em ordem alfabética e outras funções, trechos de texto. Devemos marcar o texto da seguinte forma:
Mova o cursor até a primeira linha do trecho.  Em seguida tecle CTRL B será pronunciada a frase “Comando de Bloco”, solte a tecla CTRL e tecle I será pronunciada a frase “Início do bloco”. Mova o cursor até a linha que se deseja copiar ou mover, tecle CTRL B novamente, será pronunciada a frase “Comando de Bloco”, solte a tecla CTRL e tecle F, será pronunciada a frase “Fim do bloco”.
Obs.: Um bloco sempre contém linhas completas. Assim, não adianta marcar uma parte de uma linha.
Uma vez que o bloco esteja marcado, diversas operações podem ser realizadas. Para mover ou copiar o bloco para um outro local coloque o cursor no ponto desejado do texto e tecle CTRL B e em seguida C.
Para remover o bloco tecle CTRL B e em seguida R. Para ordenar o bloco, ou seja, trocar a ordem das linhas para que elas fiquem em ordem alfabética tecle CTRL B e em seguida O.
Para embelezar o bloco, colocando-o dentro das margens tecle CTRL B e em seguida E. As opções de embelezamento são: C o bloco será centralizado entre as margens. A o bloco será alinhado nas duas margens (direita e esquerda). M o bloco será margeado (sem alinhar perfeitamente a margem direita).
Para desmarcar o bloco, para evitar qualquer problema tecle CTRL B e em seguida D.
Para gravar um bloco num arquivo novo tecle CTRL B e em seguida G. Informe o nome do arquivo que receberá o bloco. Se este arquivo existir, o programa perguntará se você quer regravá-lo, ou então, adicionar o bloco no fim deste arquivo.
Freqüentemente precisamos trabalhar com o parágrafo atual (que é o conjunto de linhas em que o cursor está precedido e sucedido por uma linha em branco, início ou fim do texto). Pode-se transformar o parágrafo atual em bloco, teclando-se CTRL B e em seguida P.
Para sair do EDIVOX deve-se pressionar ESC. Será solicitada a confirmação de saída, tecle S.
Será perguntado se você deseja gravar o texto digitado. Tecle novamente S. O texto teclado é copiado da memória do computador para o disco.
Em caso de digitações muito extensas é prudente fazer gravações de tempos em tempos. Para isto, tecle periodicamente F2, o texto digitado é salvo no disco e a edição prossegue normalmente.
Caso desejar abandonar este texto e começar um outro, pode-se pressionar F3, será solicitada a confirmação do abandono, tecle S. A seguir será pedido o nome do novo texto, informe o nome seguido por ENTER.  Outra opção é CTRL X, grava o arquivo e termina o EDIVOX sem perguntar nada.
Para localizar palavras em um texto tecle F5 e informe a palavra a procurar e tecle ENTER caso encontre a palavra, posiciona o cursor nela, caso não encontre, será pronunciado “Texto não encontrado”. Para realizar uma nova pesquisa tecle CTRL F5.
Para localizar e substituir um certo grupo de caracteres por outro em todo texto, tecle F6, será pronunciado “Qual o texto?” digite o texto e tecle ENTER. Em seguida, será pronunciado “Informe o novo texto:” digite o novo texto e tecle ENTER. Todo texto localizado será substituído pelo novo texto.
Como o EDIVOX possui dezenas de comandos, fica muitas vezes difícil lembrar todos eles.  Para isso, o EDIVOX possui um "modo de comando". Apertando a tecla F9 o computador pergunta: "Qual comando?", para saber as opções pressione F1.
Os comandos nesta forma de operar são compostos por duas ou três letras. A primeira letra informa o objeto de operação, por exemplo: A - arquivos, B - Blocos, C - Cursor, L - Linha. A segunda letra indica o que queremos fazer com este objeto. Por exemplo: A letra R significa Remover. Assim, para remover uma linha pode-se pressionar F9 L R. E assim por diante.
6.3.3 Leitor de documentos – Levox
O Leitor de Documentos do DOSVOX é uma das ferramentas mais utilizadas dentro do sistema porque permite uma leitura rápida e confiável dos textos do tipo “TXT”, ou seja, textos sem controles e que são produzidos por editores simples. Textos que são editados em editores sofisticados como Word Perfect ou Microsoft Word também podem ser lidos pelo Leitor de Documentos do DOSVOX desde que sejam convertidos para o formato “txt”.
O Leitor de Documentos oferece inúmeras opções de leitura podendo pausar e continuar a leitura a qualquer momento, soletrar o texto, avançar e retroceder várias linhas no texto.
6.3.4 Programa para impressão do Dosvox – Imprivox
O Imprivox é o impressor do DOSVOX e oferece três modalidades de impressão, sendo impressão comum, impressão formatada ou impressão Braille.
Na impressão comum o gerenciador de impressão assume os valores padrões tanto da formatação do texto como da impressora instalada. Na impressão formatada, os valores do tipo número de cópias, página inicial, página final, número a imprimir na página inicial, tamanho da fonte, tamanho da fonte do rodapé, espacejamento entre linhas, margem superior, margem inferior, margem esquerda, margem direita, ajuste automático de parágrafo e outros podem ser fornecidos pelo usuário. O programa de impressão Braille (Braivox) somente pode ser usado em computadores onde há uma impressora Braille instalada. Este programa oferece os mesmos recursos do programa de impressão formatada Imprivox.
6.3.5 Gerenciador de arquivos do DOSVOX
Na opção de Arquivos do Sistema DOSVOX é possível dar seqüência a edição de um arquivo já existente, Imprimir; ler, apagar, executar, obter informações sobre um arquivo, proteger ou desproteger, trocar o nome, tirar uma cópia de um arquivo e selecionar grupos de arquivos
Com a opção Arquivos do DOSVOX a pessoa com deficiência visual é capaz de manipular com segurança e agilidade as muitas funcionalidades que esta opção oferece.
6.3.6 Gerenciador de discos
As opções de manuseio de disco são: escolher disco para trabalho, verificar o espaço do disco de trabalho, formatar um disquete, informar diretório de trabalho, selecionar diretório de trabalho.
6.3.7 Jogos do DOSVOX
O sistema DOSVOX dispõe de alguns jogos que visam não somente o entretenimento, mas também facilitar a aprendizagem do ambiente, na medida em que, jogando, o usuário estará ao mesmo tempo aperfeiçoando sua interação através do teclado e com o sistema de um modo geral.
Grande parte dos jogos disponíveis no DOSVOX apresentam características lúdicas e educacionais, haja visto que sempre há o uso do raciocínio lógico e cálculos nas ações necessárias para jogar.
A maior parte dos jogos do DOSVOX tem uma interface alfanumérica, mas são povoados de efeitos sonoros. Desta forma, eles podem ser usados com prazer mesmo por pessoas que não são deficientes visuais.
Mesmo nos jogos que possuem interface gráfica, o comando é feito unicamente pelo teclado e a informação visual é útil para favorecer o compartilhamento do jogo entre pessoas que enxergam com as pessoas com deficiência visual.
6.3.8 Utilitários falados
Os utilitários falados do DOSVOX visam proporcionar às tarefas cotidianas, maior independência e organização.
Os utilitários mais usados são: A Calculadora Vocal (Calcuvox), que possibilita a execução de cálculos simples, de forma completamente sonorizada; O relógio Despertador (Clockvox) foi desenvolvido na intenção de ser uma espécie de agenda de acesso automático a seus compromissos mais importantes como também àqueles mais corriqueiros; O Caderno de Telefones (Televox) trata-se de um programa destinado à criação e manutenção de cadernos de endereços e telefones computadorizados. O programa incorpora diversas facilidades de procura e organização de informações, agilizando a consulta e atualização de dados; A Agenda de Compromissos (Agenvox) é o utilitário que proporciona ao usuário agendar seus compromissos futuros.
Utilitário de Acesso ao OCR com este utilitário, é possível obter textos impressos em tinta, para tal basta estar conectado ao computador, um scanner e ter instalado no mesmo um programa de OCR. O Emissor de Cheques (Chequevox) não é apenas um utilitário para preencher cheques, além disso, com ele a pessoa com deficiência visual pode realizar uma pequena contabilização de seus ganhos e gastos, pois o mesmo permite fazer lançamentos de débitos e créditos gerando até mesmo um documento discriminando todos os lançamentos; Com o Exibidor de apresentações interativas (Pptvox) foi desenvolvido com objetivo de proporcionar a pessoas com deficiência visual um grande conforto para gerar e exibir apresentações como as produzidas pelo PowerPoint da Microsoft.
6.3.9 Multimídia no DOSVOX
As pessoas cegas têm, em geral, uma ligação muito forte com sons. O DOSVOX traz em seus utilitários diversos aplicativos para processamento multimídia.
O Processador Multimídia (áudio midi CD) com este utilitário o deficiente visual pode operar com tranqüilidade o CD Player e a reprodução de arquivos com extensões MID ou WAV.
O Gravador de Som é um utilitário que permite gravar a partir do microfone do computador, ou de qualquer outro elemento que esteja conectado à placa de som, incluindo-se aí o CD de áudio e instrumentos musicais.
O Mixer Geral do Windows é um dispositivo capaz de misturar sons provenientes de várias fontes.  Nesta mistura podem ser estabelecidos os volumes de áudio destas fontes, a omissão de algumas delas e a aplicação de efeitos especiais sonoros.
O Transcritor de Trilhas de CD permite extrair trilhas de CDs podendo, estas trilhas serem, armazenadas no disco rígido como arquivos com extensão WAV.
O Juntador de Arquivos WAV é o utilitário utilizado para juntar arquivos com extensão WAV.
6.3.10 Programas para Internet
A Internet representa para a pessoa deficiente visual uma porta aberta para o mundo, através da qual ele pode ter acesso à informações, pode publicar suas próprias idéias, conectar-se às redes sociais, enviar e receber correspondência, enfim, fazer o mesmo uso que qualquer pessoa faz da Internet. O DOSVOX possui um grande número de utilitários de acesso à Internet, sendo alguns deles inigualáveis em termos de qualidade de acessibilidade produzida, quando comparados a outros sistemas.
O Programa CARTAVOX é o Correio Eletrônico do Sistema DOSVOX. Ele permite que sejam enviadas e recebidas cartas eletrônicas através da Internet.
O sistema DOSVOX possui um programa chamado PAPOVOX, que possibilita às pessoas com deficiência visual, dialogarem fazendo uso da Internet.
O Acesso a Home Pages é feito através de um browser chamado de WEBVOX, para a pessoa com deficiência visual, este browser trás uma vantagem sobre os browsers convencionais, ele não faz downloads de figuras, portanto, a navegação é mais rápida que nos demais, além disso, a pessoa com deficiência visual pode contar com feedbacks sonoros e distintos para cada elemento gráfico presente nas Home pages.
7.  METODOLOGIA
Presente trabalho constitui-se em uma pesquisa de caráter exploratório, na qual se procurou conhecer o Software Dosvox, capaz de auxiliar pessoas com deficiência visual no processo de inclusão na sociedade. Inicialmente, realizou-se pesquisa bibliográfica, a fim de identificar: conceitos sobre deficiência visual e aspectos relacionados às pessoas com deficiência visual e direitos das pessoas com deficiência.
No primeiro momento do projeto, (parte teórica participaram os professores coordenadores e gestores), foi realizado um breve estudo da trajetória da educação de cegos no Brasil, com vistas à melhor apropriar-se dessa área do conhecimento. Assim como, conhecer e identificar as especificidades/características dos deficientes visuais visando o processo de inclusão digital e estudos sobre o software Dosvox, seus recursos e sua aplicabilidade em apoio aos deficientes visuais (apresentação teórica, conhecimento do teclado assim como uma breve demonstração de suas funções). No segundo momento foi a parte prática do projeto participou os alunos e os demais participantes.
No que tange a deficiência visual, a importância dos ambientes digitais é inquestionável. De acordo com Campbell (2001) “... desde a invenção do Código Braille em 1829, nada teve tanto impacto nos programas de educação, reabilitação e emprego quanto o recente desenvolvimento da informática para cegos”. Conforme Borges (1996) “... uma pessoa cega pode ter algumas limitações, as quais poderão trazer obstáculos ao seu aproveitamento produtivo na sociedade”. Ele marca que grande parte destas limitações pode ser eliminada através de duas ações: uma educação adaptada a realidade destes sujeitos e o uso da tecnologia para diminuir as barreiras.
O estudo do software Dosvox, caracteriza a relação aos aspectos positivos, foi realizado na seqüência. A idéia é que se possa inserir um software atualizado às necessidades do público alvo deste trabalho, com estas orientações, o trabalho baseia-se na prática das atividades previstas nas fases do processo de avaliação, assim como se buscou a utilização e o exercício dos conceitos definidos nas respectivas normas, como também, programar-las para se fazer uso real destas normas, obtendo o resultado que a metodologia sugere.  
O estudo do software Dosvox, caracteriza a relação aos aspectos positivos, será realizado na seqüência. A idéia é que se possa inserir um software atualizado às necessidades do público alvo                        
O projeto foi realizado com os funcionários e alunos do C.E.I.M. de Portadores de Necessidades Especiais Maria Luiza Pereira, na cidade de Caxias-MA. Participaram do primeiro momento do projeto os Alunos, Professores da Sala de Aula, os Professores da Sala de Recursos Multifuncional, Coordenador Pedagógico, Direção da Escola e Representante do Núcleo de Educação Especial do Município e no segundo momento participaram os Alunos, Professores da Sala de Aula e os Professores da Sala de Recursos Multifuncional. O projeto foi realizado quinzenalmente, durante quatro meses. Observação na fase de aplicabilidade das funções do Dosvox aos alunos as aulas foram três vezes por semana.
7 Recursos:
Material permanente; Computadores com o Software Dosvox e acesso a Internet; Impressora Braille; Livros em Braille; Material de consumo e Papel específico para impressão em Braille
REFERÊNCIAS
OLIVEIRA Apoluceno, Ivanilde. Saberes Imaginários e representações na educação especial – A problemática ética da diferença e da exclusão social. Petrópolis: Vozes, 2004                     
BORGES, Antonio José. Dosvox: uma nova realidade educacional para deficientes visuais. Revista Benjamin Constant, Rio de Janeiro, n. 3, maio 1996.
BRUNO, M.M.G. Deficiência Visual. Reflexão sobre a Prática Pedagógica. 1 ed. Laramara. São Paulo, 1997.
CONECTADO, Projeto Cidadãos. Computador para Todos. Disponível em: http://www.serpro.gov.br/servicos/downloads/ApresentacaoComputadorParaTodos.pdf> Acesso em: 26/03/2010
DOSVOX, Download, Projetos de Acessibilidade. Núcleo de computação Eletrônica. NCE/UFRJ. http://intervox.nce.ufrj.br/ Disponível em: Acesso em 26/03/2010.
GATTI, Daniel Couto. Sociedade informacional e analfabetismo digital. São Paulo: EDUSC, 2005
LARAMARA, Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual. Brinquedos, Recursos/Pedagógicos. Disponível em: http://www.amigosdolivro.com.br/ Acesso em 26/03/2010.
LEMOS, F. M.. Uma História Centenária. Instituto Benjamin Constant, Revista Benjamin Costant, Rio de Janeiro, n.1, p.4-11, set. 1995.
NÚCLEO de Computação Eletrônica - Projeto DOSVOX. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Conectada à INTERNET através da Rede Rio de computadores http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/historico.htm. Acesso: sábado dia 20/04/2010.
REDE, SACI. Índice. Disponível em: http://www.saci.org.br Acesso em: 23/03/2010.